segunda-feira, 18 de junho de 2012

Scooter Aprilia RSV 850

Scooter Aprilia RSV 850 - Maior de todos

Com motor de dois cilindros em V e 76cv de potência, modelo chega a velocidade final de mais de 200km/h e reúne características esportivas que lembram as superbikes


 (Fotos: Aprilia/Divulgação)

A marca italiana Aprilia, atualmente sob o comando da conterrânea Piaggio, apresentou em 2007 um scooter conceito, batizado de GP 800, com características esportivas, típicas de uma motocicleta superesportiva, até então inéditas no mercado. Foi uma espécie de balão de ensaio, que ficou guardado até o início deste ano, quando lançou o modelo RSV 850. Um modelo que tem o visual e até o nome clonados da superbike da marca, a RSV4 1000, que venceu o Mundial da categoria em 2010. Uma ousadia materializada no scooter de série mais potente e mais rápido do mundo, com 76cv e velocidade final que ultrapassa os 200km/h. Para tanto, a marca abusou de recursos tecnológicos, que deixam o RSV 850 quase um misto de moto e scooter.

O motor tem a mesma base mecânica usada pela street Aprilia Mana 850 e pela maxi trail Dorsoduro 1200. Um dois cilindros em V inclinados em 90 graus, com 839,3cm³ de cilindrada, equipado com refrigeração líquida e injeção eletrônica, que fornece 76cv a 7.750rpm e um torque de 7,8kgfm a 6.000rpm. As coincidências não param por aí. A própria Mana, uma motocicleta de formas ousadas, usa câmbio automático, tipo CVT (continuamente variável), com possibilidade de sete posições prestabelecidas, para quem não abre mão de cambiar, e tem até porta-malas ou porta-capacete no lugar do falso tanque. Uma mistura entre moto e scooter, também adotada pela RSV 850. Uma tendência que vai sendo popularizada em nome da praticidade, adotada inclusive pela Honda, com o modelo scooter Integra 700, com mesmo conjunto mecânico da motocicleta NC 700S, que será lançada no Brasil.

ESPORTIVIDADE A RSV 850, porém, tem na esportividade o seu principal cartão de visitas. A praticidade da utilização no dia a dia também permanece, inclusive com o porta-malas sob o banco, mas se o piloto quiser acelerar, terá à sua disposição os requisitos competentes, impressos na herança do DNA esportivo da Aprilia. As rodas são de liga leve, com aro de 16 polegadas de diâmetro na dianteira e 15 na traseira. Medidas maiores que nos scooters tradicionais e que aproximam das motos superesportivas. A balança da suspensão traseira é em alumínio, com desenho desenvolvido nas pistas. Já a transmissão final, diferentemente dos outros scooters, é por reforçada corrente, como nas motos, embora o câmbio seja automático como nos scooters.



Outro cacoete esportivo é a carenagem. Clonada da superbike RSV4, tem grupo óptico com dois faróis laterais e um central, e até tomada de ar, como na prima feroz, além de setas nos retrovisores. A bolha ou para-brisa, diferentemente dos scooters clássicos, não é mais alta, para aumentar a proteção e conforto. É inclinada e menor, para permitir maior aerodinâmica e velocidade. O painel também segue essa linha. Tem tela digital, com computador de bordo, mas conta-giros em destaque e velocímetro com escala até os 220km/h. Além disso, como nas superesportivas, tem semiguidãos para pilotar, em vez do guidão inteiriço tradicional. Outra característica esportiva está nos escapes. A saída dupla tem ponteiras apontadas para cima e pode ser trocada, opcionalmente, por escapes ainda mais esportivos, Arrows, em titânio e fibra de carbono.


CONFORTO Apesar da esportividade explicitamente expressa, o soocter RSV 850, que inicialmente chega ao mercado europeu e depois para as outras praças (o Brasil não está nos planos imediatos da Aprilia), tem comodidades urbanas, como o freio de estacionamento (freio de mão), computador de bordo no painel, assento largo e confortável, inclusive para o garupa, e facilidade de pilotagem. Opcionalmente, também pode ser equipada com bauleto, para aumentar a capacidade de carga, especialmente nos centros urbanos, para-brisa fumê ou touring, mais largo a alto, sistema de navegação por GPS, alarme digital e até banco com recheio em gel, para maior conforto do freguês em longas jornadas, já que também encara estradas sem cerimônia, em ritmo igual ou até superior ao de motos com cilindrada semelhante.

A suspensão dianteira é do tipo telescópica, com tubos de 41mm de diâmetro e 122mm de curso. A suspensão traseira é do tipo mono, com amortecedor disposto horizontalmente na lateral (por falta de espaço), com possibilidade de regulagens. Já o quadro tem construção em tubos de aço. Os freios são compatíveis com a velocidade e esportividade do modelo. Na dianteira, dois discos ventilados de 300mm de diâmetro, que poderiam estar em motos esportivas de alto desempenho, com pinças Brembo de dois pistãos. Na traseira, um disco simples, mas com nada menos que 280mm de diâmetro. A altura do banco fica em 780mm, o que facilita o embarque e desembarque, constantes no dia a dia das grandes cidades. O tanque comporta 18,5 litros, proporcionando razoável autonomia. Já o peso a seco merece um regime radical e não passa dos 249kg.





segunda-feira, 4 de junho de 2012

tecnologia Ford

Ford mostra nova tecnologia de desenvolvimento e testes automotivos


Novo Ford EcoSport sendo testado no Campo de Provas da marca no Brasil (Divulgação)
Novo Ford EcoSport sendo testado no Campo de Provas da marca no Brasil









A Ford acaba de anunciar que está introduzindo uma nova tecnologia para testes de sua linha de veículos no Brasil. No país, o Campo de Provas fica na cidade de Tatuí, no interior de São Paulo, onde, de acordo com a montadora, no último ano, cerca de R$ 14 milhões foram aplicados na aquisição e instalação de novos equipamentos.
 (Divulgação)
 montadora explica que, anualmente, milhões de quilômetros são rodados nas pistas do campo de provas para avaliação de veículos. Além de testes dinâmicos dos carros montados, máquinas especiais analisam o funcionamento de todos os seus componentes, incluindo laboratórios especiais voltados a atender os requisitos de controle de emissões. A meta é garantir os mais rígidos padrões de qualidade, segurança e sustentabilidade dos veículos Ford, segundo a marca.

Para mostrar como funciona o processo de desenvolvimento e testes de seus carros, a Ford produziu um vídeo institucional. Confira!






Carros e Cinema

Rolimã: Sobre carros e belos Antônios

 (Roberto Rocha/RR - 27/03/02)
Hoje esses dados podem não ser muito brilhantes, mas nos idos de 1959... o que pensar de um carro que ostentava uma belíssima traseira rabo de peixe, equipado com motor V8, 2.351cm³ de cilindrada e com carburador de corpo duplo? Muita potência, não é? Mas que nada! Estamos falando do francesinho Simca Chambord, que ostentava parcos 84cv de potência para arrastar por aí seus 1.215 quilos.



 (Reprodução da Internet/mymovies.ge - 30/5/12)
Em 1960, estreia o filme Il Bell’ Antonio, uma produção ítalo-francesa. O protagonista era o “pintoso” Marcello Mastroianni, que dava vida ao personagem Antonio Magnano, um belo homem desejado por todas as mulheres.








 (Reprodução da Internet/newcelebritypics.com -30/5/12)
Quem acaba se casando com ele é Barbara Puglisi, vivida pela gatíssima Claudia Cardinale, que então descobre que seu belo Antônio não dava conta do recado, padecendo de uma agonizante disfunção erétil. Voltando ao universo dos carros, o Chambord acabou ganhando o vexatório apelido de Belo Antônio.






 (Reprodução/Internet)
VIGILANTE
Mas a prova de que o filme não prejudicou a imagem do Simca Chambord é que o modelo foi escolhido como a viatura do seriado Vigilante Rodoviário, transmitido pela TV Tupi no início da década de 1960.








 (Volkswagen/Divulgação)
Imagine o estrago que uma pilhéria como essa pode causar a um modelo num país onde o Fusca com teto solar foi apelidado de “Cornowagen”. Acaba que o opcional foi oferecido apenas em 1965, tornando o modelo raro e relativamente valioso atualmente, e ainda teve gente que não aguentou a gozação e mandou fechar o teto solar.






VELOSTER
 (Hyundai/Divulgação)
O maior Belo Antônio da história atual é o Hyundai Veloster. O carrinho tem a maior pinta de esportivo, com capô longo, para-brisa inclinado, teto descendente, linha de cintura alta e janelas estreitas, mas o desempenho não reflete a força que as linhas sugerem. Pior que várias pessoas compraram o carro antes mesmo de fazer test-drive para comprovar ou não o seu fôlego. Compraram só pela “casquinha” de esportivo, pode? A marca coreana anunciava a potência de 140cv do motor 1.6 16V com injeção direta de gasolina vendido lá fora, enquanto trouxe para o Brasil o modelo com motor 1.6 (com injeção multiponto convencional) de 130cv. A esperança para o Veloster mora na versão turbinada, apresentada no início do ano em Detroit e que dificilmente chegará ao nosso mercado.
DIREITO A BOLHAS
 (José Mario Dias/Peugeot/Divulgação)
Outro cujo desempenho não faz jus às linhas é o Peugeot RCZ. Não é que, nesse caso, a performance chegue a decepcionar. O modelo parrudo, com teto em arco (com direito a bolhas sob a cabeça dos dois ocupantes) e traseira provocante, tem motor 1.6 turbo, que rende 165cv de potência e velocidade máxima de 213km/h. Mas a pinta de cupê pede mesmo é o motor 1.6 de 200cv, ainda indisponível para o Brasil.



MIADO DE GATO
 (Opel/Divulgação)
Enquanto nossa avaliação do RCZ levou o titulo de “É leão ou é gato?”, outro Belo Antônio que veio à cabeça foi intitulado “Tigre com miado de gato” (ou coisa que o valha!). Deu para adivinhar qual é? Não? É o Chevrolet Tigra. Seu design esportivo é bem anos 1990. Mas onde já se viu um cupê com um motorzinho 1.6 de 106cv de potência? Então definitivamente trata-se de um gato e, como diz o ditado, “não leve gato por lebre”.

ESTILO FASTBACK
 (Bruno Beleza/Divulgação)
Indo um pouco mais longe, o Karmann-Ghia TC (Touring Coupe) foi lançado em 1970. Sua carroceria inspirada no Porsche 911, ao melhor estilo fastback, era digna de receber um motor mais forte do que o 1.6 litro refrigerado a ar de 50cv. Em relação ao modelo cupê, o TC também ganhou muito peso, cerca de 100 quilos. E por que não citamos a carroceria clássica como uma fracota? Simples, ele é muito bonito. Principalmente se for conversível! Mas também não vamos sacrificar o TC. De forma geral, quase todos os esportivos nacionais eram Belo Antônio. Isso faz lembrar um trecho da letra de Eclipse oculto, quando Caetano Veloso canta “não sou proveito, sou pura fama”.




Garagens

Faltou espaço? Empilhe-os!

Se sua casa não tem mais lugar para criar vagas de garagem, existem soluções para evitar que o carango fique na rua, à mercê do mau tempo e dos amigos do alheio


Em alguns estacionamentos de Belo Horizonte, já é possível ver alguns duplicadores de vagas (Beto Novaes/EM/D.A PRESS)
Em alguns estacionamentos de Belo Horizonte, já é possível ver alguns duplicadores de vagas










É fato que casas mais antigas raramente têm mais do que duas vagas, tampouco espaço para criar novas. As crianças crescem, tiram carteira de habilitação e compram carro… Mas onde guardar tantos veículos? Outra situação chata acontece nos prédios que não têm vagas para todos os moradores. Além de alguns terem que ficar de fora, os que estão guardados fecham uns aos outros, causando o incômodo de ter que manobrar os carros a qualquer momento.

Para quem não tem muito espaço para criar uma vaga convencional, há soluções que permitem ter pelo menos mais um espaço praticamente no mesmo lugar da que já existe. Se o único espaço de que você dispõe é igual ou maior que 2,5m de largura por 5,3m de comprimento, existe um sistema hidráulico que eleva um dos veículos enquanto o outro pode ser estacionado logo abaixo. A altura mínima necessária também não é exagerada: 2,7m. O duplicador de vagas custa R$ 14 mil.

De acordo com Tcharlye Guedes, diretor comercial da Cibrapark, o modelo pode ficar bem mais barato (R$ 8 mil) se o cliente fizer a importação de forma independente. O duplicador de vagas é indicado para veículos de até duas toneladas. Se faltar energia e o cliente precisar sair com o carro de cima, basta soltar a trava de segurança para que o veículo desça por gravidade. Para não sujar o carro de baixo com óleo ou combustível que podem vazar do veículo de cima, a plataforma, que é elevada, tem o formato de uma bandeja.

SUBTERRÂNEA Ainda menos convencionais (e um tanto futurísticas e super-heroicas) são as vagas subterrâneas. Enquanto um carro fica no nível térreo, existem mais dois níveis verticais de vagas abaixo. O custo desse modelo é de R$ 45 mil. O projeto prevê sistema de escoamento para que a vaga não vire piscina durante uma chuva. Se faltar energia e você precisar dos carros de baixo é melhor deixar reservado o telefone para chamar um táxi, pois não há o que fazer.

PRATELEIRA Outra solução para prédios ou garagens comerciais é a vaga automática. No menor modelo disponível, são três vagas elevadas e duas térreas. A partir da inserção de um código ou o uso de um cartão, o sistema eletrônico disponibiliza automaticamente aquele veículo cadastrado, mesmo se o carro estiver na parte cima. Este modelo custa R$ 50 mil. As vagas automáticas podem ser de até seis andares.

VALORIZAÇÃO O acréscimo de uma vaga pode valorizar consideravelmente um imóvel. De acordo com o corretor de imóveis Marco Aurélio Boson, um apartamento com duas vagas na Zona Sul de Belo Horizonte pode valer até 20% a mais do que o que tem apenas uma. “Se for um prédio antigo com algum espaço disponível vale a pena criar vagas. Nem que tenha que sacrificar a área de lazer”, afirma Boson. A avaliação de Valter Morato, também corretor de imóveis, é semelhante: 18% por mais uma vaga. “Em apartamentos de alto luxo esse valor chega a 30%. Tive a consulta de um cliente que morava num apartamento com quatro vagas. Como os filhos saíram de casa, ele pensou em vender duas delas. Eu disse que ele poderia estar desvalorizando o imóvel em um milhão de reais. Quem pagaria R$ 3,2 milhões (valor do imóvel) por um apartamento de duas vagas?”, avalia.


 (Ciberpark/Divulgação)

Vaga subterrânea tem escoamento de água, mas não funciona sem energia elétrica (Ciberpark/Divulgação)

Vaga subterrânea tem escoamento de água, mas não funciona sem energia elétrica